domingo, 26 de agosto de 2012

Fontes de energia brasileiras


Matriz energética brasileira

Matriz energética é uma representação quantitativa da oferta de energia, ou seja, da quantidade de recursos energéticos oferecidos por um país ou por uma região.

Analise da matriz energética de um país, ao longo do tempo, é fundamental para a orientação e planejamento do setor energético, que tem de garantir a produção e o uso adequado da energia produzida, permitindo, inclusive, as projeções futuras.

Fonte: http://www.google.com.br/imgres

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

TRIPÉ DA SUSTENTABILIDADE


Por Fernando Rebouças
http://www.infoescola.com/ecologia/tripe-da-sustentabilidade/
 
A sustentabilidade, em termos de documentos da ONU (Organização das Nações Unidas) e rascunhos para a Rio+20, gerou uma visão de base para sustentabilidade que tem o seguinte tripé:
  1. Ser economicamente viável;
  2. Ser socialmente justo;
  3. Ser ambientalmente correto.
Também conhecido como “Triple Botton Line” , linha de três pilastras, foi criado em 1990, por John Elkington, inglês, fundador da ONG SustainAbility. Essa concepção de tripé de sustentabilidade tem recebido críticas de diversas correntes.
No quesito de “economicamente viável” há um paradoxo, pois a economia atual, ainda preenchida de conceitos e ações do século XX em pleno início do século XXI, ainda é estimulada pela concorrência, pela contratação de mão-de-obra mais barata e busca do lucro pelos estímulos do consumismo que mantém o faturamento das empresas e do ritmo de geração de empregos.
O quesito socialmente justo falha na concepção de uma sociedade que se mantém no ciclo lucrativo da competição que deixa à margem cerca de 2 bilhões de pessoas na miséria no mundo e, principalmente, nos países mais pobres do mundo alheios a uma política social e institucional séria.
O terceiro item, o “ambientalmente correto” também é considerado utópico pelo ritmo desenfreado de ações extrativistas e destruidoras nos ecossistemas do planeta em prol da produção de serviços e produtos nãos-sustentáveis, ou sustentáveis em nível simbólico e marketista em algumas ações de comunicação empresarial. A humanidade e o seu ritmo produtivo pós-industrial ainda não conseguiu mitigar o avanço das poluições e do excesso de consumo de energia no planeta, havendo somente ações e projetos pontuais de relevância contra o aquecimento global e na defesa de biomas e espécies.
O tripé da sustentabilidade tem sido considerado um conceito puramente retórico, porém é utilizado como medidor em nível social, ambiental e econômicas em relatórios oficiais de empresas privadas e públicas comprometidas com o desenvolvimento sustentável em todo o mundo.
Também referido como 3 P´s depende de questões políticas e culturais, de um alto nível de coerência para que as dúvidas e falhas relatadas anteriormente possam ser detectadas e superadas, sempre equilibrando o que é esperado de um projeto de desenvolvimento e o que está sendo verdadeiramente implementado.
Fontes:
http://envolverde.com.br/ambiente/artigo/desenvolvimento-sustentavelcritica-ao-modelo-padrao/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Trip%C3%A9_da_sustentabilidade
http://ambiente.hsw.uol.com.br/desenvolvimento-sustentavel2.htm

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Veja a opinião de diferentes especialistas sobre o potencial energético brasileiro,  a questão da sustentabilidade e videos sobre a produção de energia no Brasil.
Fonte:www.youtube.com.br






Visão estratégica da matriz energética

 

 

 

    23 de julho de 2012 | 3h 08
    Adriano Pires
    O governo federal não tem uma visão estratégica da nossa matriz energética. O curioso e ao mesmo tempo preocupante é que vivemos um momento em que o que diferencia o Brasil de outros países, em particular, entre os Brics, é a nossa independência energética. Portanto, o mais difícil a natureza nos deu, basta que elaboremos políticas públicas para que a energia passe a ser, de fato, uma vantagem comparativa. Hoje estamos perdendo essa oportunidade e com isso comprometendo a competitividade da indústria brasileira.

    No setor elétrico, chama a atenção a insistência do governo em manter os leilões de energia com caráter nacional e englobando todas as fontes. Outro ponto é o fato de o governo, no seu planejamento, afirmar que a expansão da oferta a partir de 2014 será feita, exclusivamente, com fontes renováveis.
    A atual metodologia dos leilões teve importância no passado, assegurando a oferta de energia, uma vez que naquele momento a prioridade era evitar um novo racionamento.
    A ideia, defendida por poucos membros do governo, de que é necessário manter a atual metodologia dos leilões em função da modicidade tarifária não é uma verdade e, mesmo que fosse, o argumento não é suficiente. Se considerarmos unicamente o aspecto preço da energia comercializada para o mercado cativo, realmente passa a impressão de se ter conseguido contratar energia a preços antes não imaginados. E de eólicas, mais ainda. Das demais fontes, nem tanto.
    Mas seria o preço da energia o único parâmetro que se deveria levar em consideração nos leilões? E caso a resposta seja sim, será que esse parâmetro nos conduzirá à construção da matriz de energia elétrica de que o País vai precisar no futuro? É inteligente e estratégico abandonar fontes de geração que, por diferentes motivos, não estão sendo beneficiadas por subsídios específicos, financiamentos privilegiados e mesmo garantia de oferta, e com isso não têm preços competitivos? Seria estratégico não levar em consideração nos preços obtidos nos leilões a localização do mercado consumidor? Não estamos escondendo com isso o verdadeiro preço da energia?
    Quanto a abandonar as fontes térmicas a partir de 2014, esse é um grave erro estratégico. O Brasil não pode e não deve abrir mão do gás natural e do carvão, até porque serão essas fontes que vão regularizar a energia produzida pelas usinas a fio de água. Aí entra outro questionamento: até que ponto o País vai ceder a pressões externas e de falsos ambientalistas, mantendo reservatórios a fio de água? A visão estratégica seria partirmos para leilões por fonte e regionais, implantando uma matriz hidrotérmica, rediscutir os reservatórios a fio de água, reduzir tributos e encargos setoriais.
    No setor de gás natural, o desafio é aumentar a oferta, promover a concorrência, reduzir o preço e, com isso, contestar o monopólio da Petrobrás. A estratégia para alcançar esses objetivos seria os Estados, que possuem o monopólio da comercialização e distribuição, proporem políticas que incentivem, em particular, as distribuidoras de gás e as geradoras de energia elétrica a construir, por meio de consórcios, terminais de gás natural liguefeito para atender aos seus respectivos mercados. Além disso, os Estados que não promoveram licitações das áreas de concessão de distribuição de gás canalizado deveriam seguir o exemplo do Rio de Janeiro e de São Paulo, lançando programas de privatização. No curto prazo, a Petrobrás deveria passar a cobrar pelo gás natural associado a um valor menor, dado que é um subproduto do petróleo. Por exemplo: na Colômbia, o preço do gás natural associado vendido pela Ecopetrol é 50% do preço do gás não associado ao petróleo.
    No setor de petróleo, a estratégia é a retomada dos leilões, mudar o rumo da política de conteúdo local, modificar o marco regulatório do pré-sal e a política de preços dos combustíveis. Nos oito anos de governo do presidente Lula, a Agência Nacional Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou apenas cinco leilões e a área exploratória, que alcançou um máximo de 341 mil quilômetros quadrados em 2009, será reduzida a 114 mil quilômetros quadrados no final de 2012. Isso acabará comprometendo o nível futuro de reservas e a produção de petróleo e gás natural, bem como o montante de royalties.
    No conteúdo local, a estratégia seria voltar a adotar um arcabouço não mandatório, em que os objetivos principais são garantir a igualdade de condições de tratamento de empresas fornecedoras locais competitivas, incentivar o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e a transferência de tecnologia; retirar da lei da partilha o monopólio da Petrobrás na operação dos campos e os 30% mínimos nos leilões do pré-sal; e a política de preços dos combustíveis ter como meta a paridade com o mercado internacional.
    No setor de etanol, a estratégia seria o governo, no curto prazo, permitir que a Petrobrás aumente o preço da gasolina. No médio e no longo prazos, promover uma desoneração tributária, acompanhada de melhores condições de financiamento. Em contrapartida, cobrar das empresas redução de custos, aumento de produtividade e investimentos em novas tecnologias.
    * DIRETOR DO CENTRO BRASILEIRO DE INFRAESTRUTURA (CBIE)

    Desafio da tecnologia na produção de biocombustíveis


    Desafio da tecnologia na produção de biocombustíveis

    por Solange Varejão, da Revista Inovação em Pauta, da Finep
    Matriz energética brasileira é uma das mais limpas do mundo e, atualmente, mais de 45% da energia consumida no País provém de fontes renováveis.
    Desafio da tecnologia na produção de biocombustíveis
    Usina de geração de energia elétrica pela queima da biomassa (bagaço e palha da cana-de-açúcar). Créditos: Niels Andreas
    A matriz energética brasileira é uma das mais limpas do mundo e, atualmente, mais de 45% da energia consumida no País provém de fontes renováveis. Nos países desenvolvidos, esse percentual beira os tímidos 13%. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) revelam que o Brasil deve manter a proporção de quase 50% de renováveis até 2030.

    A projeção para o uso do petróleo e derivados é de queda, de 36,7%, em 2008, para 29%, em 2030. O espaço dos combustíveis fósseis será ocupado, em parte, pela cana-de-açúcar (álcool e bagaço), que já representa 16% da matriz e é a segunda maior fonte de geração de energia no Brasil depois do petróleo. Em 2030, esse número deve subir para 18%.

    Para manter e até elevar a sua posição no mercado de biocombustíveis a partir de 2010, o País pretende consolidar as técnicas de produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e de biodiesel – as mais eficientes do mundo – até o domínio de novos processos para o desenvolvimento dos considerados de segunda geração. Dentre eles, está o bagaço da cana-de-açúcar, além de outras fontes de biomassas não usadas no consumo humano.

    O coordenador de Desenvolvimento de Tecnologias Setoriais em Energia do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Eduardo Soriano Lousada, explica que as ações do programa de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) para o etanol têm a finalidade de manter o Brasil na liderança mundial e atender as novas necessidades de sustentabilidade. “O Brasil conquistou reconhecimento internacional devido ao sucesso no uso de álcool combustível, tornando-se o maior exportador desse produto, além de vender tecnologia ao mercado externo”, diz Lousada.

    Em termos de fontes de biomassas para combustíveis de segunda geração, o mais pesquisado no Brasil é o bagaço. Além dele, existem projetos em cima dos resíduos da madeira e da atividade agrícola. Os combustíveis de segunda geração utilizam resíduos de diversas atividades industriais. Dessa forma, a tecnologia contribui para o reaproveitamento e reciclagem.

    Para o coordenador de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Tecnologias para Produção e Uso de Biodiesel Derivado de Óleos de Microalgas da Rede Brasileira de Tecnologia do Biodiesel, Nelson Antoniose, o mais importante é não ficar na dependência de uma única matéria-prima. Hoje, a soja é responsável por 85% do biodiesel consumido no País. Em 2008, foram produzidos no Brasil 1,16 bilhão de litros por cerca de 50 usinas controladas por capital privado e estatal.

    Clique aqui e leia a reportagem completa da Revista Inovação em Pauta, da Finep

    domingo, 19 de agosto de 2012

    Brasil na corrida dos biocombustíveis


    Brasil na corrida dos biocombustíveis


    Etanol. Brasil, China e Estados Unidos lideram produção do setor de biocombustíveis e buscam hegemonia no etanol de segunda geração
    Brasil, China e Estados Unidos serão os grandes protagonistas na corrida mundial de biocombustíveis de segunda geração. É o que aponta o estudo “Rumo a uma economia de etanol de próxima geração,” divulgado em 12/01 nos EUA pela Bloomberg New Energy Finance. Para saber mais... http://search.babylon.com/imageres.php?iu=http://www.agrovalor.com.br/2011/images/stories/1bio.png&ir=http://www.agrovalor.com.br/2011/noticias/2843-brasil-na-corrida-dos-biocombustiveis-&ig=http://t2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSPbni6aC6QWH9TbIzKyw_ygpPVXiTxWGYHAOrGO6qKmyhh2MUDHd8j2As&h=396&w=400&q=charge+biocombust%C3%ADveis&babsrc=HP_ss_cr